Minha história.

Eu, desde pequeno, sempre ouvi falar do Escotismo e na minha família muitos riram de mim porque eu costumava dizer, quando tinha algum "problema" em casa: "eu vou fugir de casa, eu quero ser escoteiro...".

Mas ser escoteiro só aconteceu em minha vida aos 12 anos de idade, quando fui para Espanha (Madri) com meus pais e finalmente, em outubro de 1979, ingressei no Movimento Escoteiro, no Grupo Scout Olave Saint Clair, da SBP (Scouts Baden-Powell).

A primeira patrulha foi Águia, onde fiquei por pouco tempo, para logo depois, junto com outros amigos, fundar a patrula "Puma". Era a patrulha de gente mais jovem da Tropa (eu era o mais velho, com 12 anos, e os outros todos tinham apenas 11 anos de idade) e era a que vencia boa parte das atividades que exigiam mais habilidades do que apenas a força.

No dia 06 de julho de 1980 eu fiz minha promessa escoteira mas logo depois, em outubro de mesmo ano, me desliguei do Grupo porque minha família estava de regresso para o Brasil.

Dentro do avião, fiz uma promessa para mim mesmo: fundaria um grupo em minha cidade, com o mesmo nome daquele do qual participei do escotismo por primeira vez.

Quando voltei para o Brasil descobri que Betim, a cidade onde morava, não possuia grupos escoteiros. As cidades mais próximas, com grupos escoteiros, eram Belo Horizonte, Contagem ou Mateus Leme. Decidi ir a Mateus Leme, entrando no Grupo Escoteiro Moacir Jardim, coordenado pela Irmã Maria Abigail, uma freira de caridade invocada e difícil, mas amante do Escotismo e com uma energia invejável. Poucas semanas depois, fundei a Patrulha Castor, que era, nesse grupo com tantas dificuldades, imbatível.

 

Com a ajuda da Irmã Abigail comecei a realizar minha promessa de fundar um grupo escoteiro em Betim. Na escola, fiz amizade com o Carlos Alberto Cardiel Roca, o "Cuco", que logo se interessou pelo movimento. Nossa "febre" se espalhou para familiares e amigos dele, que já eram meus amigos também e, no dia 07 de março de 1982, menos de um ano e meio depois de chegar ao Brasil eu, com 15 anos de idade, era o principal articulador da fundação do
O único problema era que, com a idade que eu tinha (15 anos recém cumpridos), já não podia ser escoteiro e fui colocado na chefia, porque era, naquele momento, a pessoa que mais entendia sobre escotismo e todo o adestramento usado pelos escoteiros.


No ano seguinte, fundamos a Tropa Sênior e pude, finalmente, voltar a ter uma patrulha. Foi nesse dia que fundamos a Patrulha Gavião, que também marcou a história da Tropa com participação digna tanto dentro quanto fora do grupo. A Tropa Sênior do GEOSC, nessa época, era exemplar em todas as suas atividades.

Em algum momento de 1985 eu recebi o certificado de "Escoteiro da Pátria", grau máximo dos escoteiros sêniores para, logo depois, sair do Grupo e entrar para ajudar no Grupo Escoteiro Joseph Rodrigues Betim, como chefe de Tropa Sênior e Sub-chefe de grupo. Era um grupo muito pobre, com precárias condições e eu, dividido com meus afazeres profissionais, pouco pude fazer, me desligando desse grupo em poucos meses. Hoje em dia esse grupo não existe e, em Betim, surgiu, faz pouco tempo, outro grupo com o mesmo nome.

Estive afastado do movimento por questões profissionais durante longo tempo. Hoje em dia, a chefia do GEOSC me possibilita ser membro do grupo mesmo na distância. Aproveito o tempo e a oportunidade que tenho de viajar pelo mundo para conhecer mais sobre escotismo: visitando locais "históricos" do movimento, visitando museus escoteiros, visitando ou contactando grupos.

Com as possibilidades que meu trabalho me oferece, tenho colecionado um sem fim de artigos escoteiros, com o objetivo de criar, na minha volta ao Brasil, o Museu Escoteiro.

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